Ginecologia e Obstetrícia

Especialidade médico-cirúrgica que trata as doenças do aparelho genital feminino, ovários, trompas, útero, vagina e vulva, bem como, problemas relacionados com a fecundidade e a esterilidade. Dedica-se, igualmente, ao acompanhamento da grávida, orientando e tratando as eventuais ocorrências, até ao nascimento do bebé.

As doenças ginecológicas podem ser causadas pela desregulação hormonal ou lesão dos órgãos genitais, resultado de malformações congénitas ou adquiridas, ou mesmo, ter origem infeciosa ou parasitária.

A Ecografia Médica Obstétrica (2D), é uma ecografia de carácter únicamente clínico.

A Ecografia Emocional (3D/4D), é uma ecografia de caráter únicamente emocional. É realizada em 3 dimensões (3D). A imagem em 4D permite visualizar a imagem em 3 dimensões e em movimento. Permite apreciar os movimentos do bebé em tempo real.

A ecografia emocional não é um exame de diagnostico, por conseguinte, não serve de substituto das Ecografias Médicas Obstétricas. 

* Dependendo em que fase da gravidez está, é aconselhado que a ecografia emocional seja realizada após a realização da ecografia com o seu médico (seja ela a ecografia do 1º trimestre ou a morfológica).

** Importante:

- Dependendo da marcação, se possível, a grávida deve ingerir mais agua durante as 2 semanas anteriores, nas ecografias 3D/4D. Se não for possível, deve beber mais água, pelo menos 1 semana antes. Ao aumentar o consumo de agua irá aumentar a hidratação e aumentar o liquido amniótico, permitindo melhor visualização do bebé.

Os papás têm 2 opções:

Podem optar por uma ecografia só, sendo o ideal entre as 26-30 semanas.

Ou

Podem optar por um pacote de crescimento de 2 ou 3 ecografias.

Não existe altura certa para fazer a ecografia emocional, pois tudo depende do que se pretende ver.

Mas de preferência  das 26-30 semanas, pois é quando se consegue ver muito bem  todos os detalhes e membros  sem os obstáculos de tamanho nem  de liquido.   

Ninguém sabe ao certo quantos partos marcados têm lugar anualmente, uma vez que não há estatísticas sobre a indução do parto, ainda que sejam muitos. 
 
A data provável do parto ocorre na 40ª semana de gestação, com um intervalo de 15dias antes e 15 depois. Quando se escolhe este procedimento, precipita-se a data de nascimento do bebé em muitos casos para a 38ª semana, medicando a grávida para estimular o início das contrações. Se tudo corre bem, o corpo responde à indução entrando em trabalho de parto, culminando num parto eutócico, por via vaginal. 

Os inconvenientes do parto marcado apresentados são o facto de a intervenção muitas vezes ter de terminar em cesariana, uma vez que a indução pode não funcionar e, por conseguinte, a mulher não vai fazer a dilatação. 

O parto marcado é uma constante em certos contextos sociais e culturais, em que tudo se faz de forma organizada e programada, em que nada pode falhar, e toda a vida do dia-a-dia é condicionada por tempos e calendários, razão pela qual deve ser decidido de forma consciente.

O procedimento cirúrgico da cesariana é simples, embora se trate de uma cirurgia de grande porte. A cesariana é muitas vezes escolhida pelas mães devido ao medo das dores ou do trauma que o parto normal lhes possa causar.

A cesariana é um parto que pode ser feito sem dor, escolhendo-se o dia e a hora em que o bebê vai nascer, diferentemente do parto normal onde é necessário esperar que o corpo comece a dar sinais de trabalho de parto. Caso a indução do trabalho de parto não consiga a dilatação necessária para que o bebé nasça, torna-se necessária a cesariana.

O primeiro passo de um parto por cesariana é a anestesia, dada na coluna vertebral da grávida. 
Através de um corte de aproximadamente 10 cm de largura perto da linha do biquíni, cria-se um acesso para chegar ao bebé.  A seguir o bebé é puxado, o que não vai doer, mas pode ser uma sensação estranha.

A parte final da cirurgia é a sutura do corte, o que pode demorar em média 30 minutos.

A laqueação das trompas consiste num método de esterilização feminina com 99 a 99,8% de eficácia, caracterizado pelo corte e/ou ligamento cirúrgico das trompas de Falópio, por onde passam os ovários, até ao útero. Assim, as trompas impedem a passagem do óvulo e os espermatozoides não o encontram, sendo impedida a fecundação.

Vantagens: imediatamente eficaz; permanente; cirurgia simples geralmente sob anestesia local; sem efeitos colaterais a longo prazo; não interfere com as relações sexuais ou função sexual; sem efeito na produção de hormonas pelos ovários.

Desvantagens: a paciente poder-se-á arrepender mais tarde e a reversão requer cirurgia complexa, cara e sem total garantia de sucesso; riscos e efeitos colaterais da cirurgia; alto custo inicial (mais do que para vasectomia); desconforto de curta duração após o procedimento; não protege para doenças sexualmente transmissíveis.

A Histeroscopia e curetagem, também conhecida por raspagem, é um exame complementar de diagnóstico utilizado em ginecologia, tanto em diagnóstico como em tratamento. As lesões que ocupam espaço na cavidade uterina podem ser vistas durante a histeroscopia, observando-se todas as paredes do útero e também o colo do útero.

A histeroscopia e curetagem uterina podem ser realizadas com o objetivo de: 

  • Diagnosticar condições usando biopsias.
  • Remoção de tecido fetal ou da placenta.
  • Hemorragias entre menstruações.
  • Hemorragias menstruais intensas.
  • Hemorragias após a relação sexual.
  • Investigação de infertilidade.
  • Fibrose uterina.
  • Pólipos do endométrio.
  • Cancro uterino ou cervical.
  • Adelgaçamento do útero (hiperplasia do endométrio).
  • DIU implantado (dispositivo intrauterino).
  • Aborto.

A Histerectomia vaginal assistida laparoscopicamente visa a remoção do útero e, em alguns casos, dos ovários e das trompas de Falópio.

A histerectomia é usada para resolver várias condições médicas, tais como:

  • Fibrose uterina
  • Endometriose
  • Prolapso uterino
  • Hemorragia vaginal persistente
  • Dor pélvica crónica.

A histerectomia total visa a remoção do útero, em alguns casos dos ovários e das trompas de Falópio.

A histerectomia é usada para resolver várias condições médicas, tais como: Fibrose uterina, Endometriose, Prolapso uterino, hemorragia vaginal persistente, dor pélvica crónica.

A histerectomia abdominal total é mais recomendada no caso de a paciente ter fibromiomas muito grandes, sem resposta à terapêutica hormonal ou que sejam difíceis de remover vaginalmente. 

Também pode ser o método de eleição se a paciente sofrer de endometriose grave (tecido de revestimento uterino fora do útero), infeções pélvicas, cicatrizes de cirurgias pélvicas anteriores ou alguns tipos de cancro.

Esta intervenção faz-se geralmente a mulheres após os 40 anos de idade, caso haja sintomas e caso não pretenda ter filhos.